Category: News

  • Participation in Seminar “Buildings, Space, Power: Postcolonial and Decolonial Histories of the Built Environment”

    Participation in Seminar “Buildings, Space, Power: Postcolonial and Decolonial Histories of the Built Environment”

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    Communication

    Seminar: Buildings, Space, Power: Postcolonial and Decolonial Histories of the Built Environment

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    Organiser: Itohan Osayimwese (inviting Professor)
    Authors: Beatriz Serrazina
    Date: 13 April 2026

    Location: Brown University [online]


    Summary

    Participation in the Seminar Buildings, Space, Power: Postcolonial and Decolonial Histories of the Built Environment, coordinated by Professor Itohan Osayimwese, at Brown University. It consisted of a presentation on the ArchLabour project and a brief report on the Colonial and Post-Colonial Conference: Architecture, Cities, Labour, which took place in Lisbon in February 2026. It also included the presentation of ongoing research and a conversation with graduate students about the book chapter ‘Building the Fringes of Empire: Mining Companies, Transnational Experts, Race and Space in Colonial Africa’, which was published in the Critical Companion to Race and Architecture (Routledge, 2025), edited by Felipe Hernández and Itohan Osayimwese. Topics discussed ranged from oral history as a methodology and extractivism to race and racism, expertise and skills, the production of spatial knowledge over time, archives and the selective mobilisation of socio-spatial categories.

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  • A construção territorial de Cabo Verde – Diálogos entre ilhas: As facetas invisíveis da ocupação do interior

    A construção territorial de Cabo Verde – Diálogos entre ilhas: As facetas invisíveis da ocupação do interior

    Publication: Arquipélagos em Diálogo, VI Seminário Internacional AEAULP
    Authors: Fernando Pires
    Editors: Pedro Rodrigues, Ljijana Čavić and Hugo L. Farias

    Date: 2026


    Áreas mais povoadas da Ilha de São Nicolau. Intervenção sobre pormenor da carta de António Carlos Andreas (c. 178.). Biblioteca Pública Municipal do Porto, Pasta 24. Figura 30.
    Áreas mais povoadas da Ilha da Boavista. Intervenção sobre pormenor da carta de António Carlos Andreas (c. 178.). Biblioteca Pública Municipal do Porto, Pasta 24. Figura 29.

    Summary

    O processo de construção e estruturação do território em Cabo Verde ocorreu de forma lenta e desigual. Essas caraterísticas confirmam a dificuldade em desenhar os seus contornos, sobretudo pela sua longa temporalidade, quase quatro séculos, e também pela natureza cíclica que o acompanha. Os ciclos de povoamento e ocupação das ilhas estão correlacionados com as diferentes fases da história do arquipélago e com a estreita ligação que se estabelece em cada uma delas com as sucessivas transformações da sociedade cabo-verdiana, de escravocrata em camponesa. Nestes ciclos, irromperam cidades, vilas e povoações que organizaram, estruturaram e modelaram o território. São elas os núcleos a partir de onde se estabeleceu um diálogo contínuo entre as ilhas levantando questões relativas à própria identidade do arquipélago, que sucessivamente se reconfigurava. Neste artigo, pretende-se trazer para a discussão este processo e clarificar os interstícios da formação e estruturação do território em Cabo Verde, tendo em conta os diferentes agentes e temporalidades das transformações do território, onde se incluem europeus, africanos e a população já nascida nas ilhas. A intenção é afastar-se da forma tradicional de leitura do processo, em que o foco prioritário são os núcleos urbanos do litoral, invertendo o olhar para o interior.


    [Eixo temático: 9. Cidade e território, (in)formalidades e temporalidades.]

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  • Conhecer os trabalhadores e os processos de construção através de registos fotográficos de obras em Macau (1938-1973)

    Conhecer os trabalhadores e os processos de construção através de registos fotográficos de obras em Macau (1938-1973)

    Publication: Arquipélagos em Diálogo, VI Seminário Internacional AEAULP
    Authors: Ana Vaz Milheiro
    Editors: Pedro Rodrigues, Ljijana Čavić and Hugo L. Farias

    Date: 2026


    Construção de infra-estruturas na Rua Conselheiro Horta e Costa (Gastão Borges, Repartição Técnica de Obras Publicas de Macau, Relatório do ano de 1940, p. 138, AHU: OP01964/Photo)
    Hangar em construção com trabalhadores chineses em primeiro plano e ao fundo o tecnico com chapeu colonial(José Rodrigues Moutinho, Repartição Técnica de Obras Publicas de Macau, Relatório do ano de 1939, AHU: OP01963/Photo)

    Summary

    How did the workers who built Macau’s major infrastructure and public buildings under Portuguese rule influence the design and construction processes? What was the relationship between central institutions based in Portugal and the Macanese Public Works Office, which was also heavily influenced by technicians from China and Hong Kong?
    This presentation attempts to answer these questions by analysing two sets of photographs contained in two administrative reports separated by about four decades. While one of them anticipated the Second World War, corresponding to the full implementation of the Colonial Act (1930); the other was contemporary with the end of Portuguese colonialism in Africa, coinciding with a sequence of public works that would ultimately Portuguese governance until the 1999 handover, such as the Macau-Taipa Bridge.
    The first report was written in 1938 by engineer José Rodrigues Moutinho, who headed the Technical Department of Public Works in Macau. The second report reproduces the architect Pedro Quirino da Fonseca’s fieldtrip to Macau around 1973. This report serves this research by demonstrating how the architect’s gaze was often “sidetracked” to surveying the buildings rather than the construction process.
    Research on colonial public works in Macau, especially in the 20th century, is still scarce, and little is known about their management and labour. In response, this paper will assess the impact of the work reproduced in these images to investigate the role of these (still) invisible workers.


    [Eixo temático: 5. Património, lugar e memória.]

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  • A Arquitecta Milanka Lima Gomes na Guiné-Bissau: da cooperação internacional às “brigadas” técnicas e de construção

    A Arquitecta Milanka Lima Gomes na Guiné-Bissau: da cooperação internacional às “brigadas” técnicas e de construção

    Publication: Arquipélagos em Diálogo, VI Seminário Internacional AEAULP
    Authors: Francesca Vita, Leonor Matos Silva
    Editors: Pedro Rodrigues, Ljijana Čavić and Hugo L. Farias

    Date: 2026


    Estaleiro de obra das casas do Bairro-piloto de trabalhadores em Brá, Bissau (1978). Colecção privada de Milanka Lima Gomes.
    Produção de blocos de terra estabilizada “nô cumpu”, Bairro-piloto de trabalhadores em Brá, Bissau (1978). Colecção privada de Milanka Lima Gomes.

    Summary

    Depois da independência de Portugal em 1974, a Guiné-Bissau iniciou um período de construção do recém estado-nação durante o qual a arquitectura e a construção civil ganharam protagonismo. Apoiados pela cooperação internacional, os esforços pós-independência assistiram à formação de equipas, ou “brigadas” técnicas e de construção multidisciplinares nas quais a arquitecta Milanka Lima Gomes, desempenhou um papel crucial. Este artigo examina o papel da arquitecta servo-guineense Lima Gomes, primeira Directora Geral de Planificação Urbana e Projectos (1974-1991), com cerne de uma rede única de profissionais, homens e mulheres dedicados à construção da nação pós-independência, onde a arquitectura, a política, e as alianças internacionais se cruzaram. Através da recolha de fontes primarias, este estudo destaca, o papel de Lima Gomes na coordenação das referidas “brigadas” e delineia pela primeira vez os actores que nelas participaram, as suas trajectórias e os sistemas de apoio e mútua influência que estes técnicos criaram enraizados na solidariedade e alinhados com os ideais políticos do Estado recém soberano. Os cooperantes, politicamente empenhados, muitas vezes vistos como uma elite, criaram laços no seio das suas “brigadas” bem como nas comunidades locais, fundindo a colaboração profissional com o empenho partilhado no crescimento da nação.


    [Eixo temático: 4. Contaminações e transversalidades]

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  • [CALL FOR ABSTRACTS] Displacing the Drafting Board: Women, Labor, and the Construction Site

    [CALL FOR ABSTRACTS] Displacing the Drafting Board: Women, Labor, and the Construction Site

    Event: Society of Architectural Historians 2027 Annual International Conference
    Chairs: Ana Vaz Milheiro, Francesca Vita
    Date: 14 – 18 April 2026

    Location: Chicago, Illinois


    Summary

    Architectural historiography has addressed women’s agency in architecture through two predominant, yet often isolated, approaches. On the one hand, it has relied on biographical methodologies that highlight leading figures as designers and decision-makers who stood out in the conception of buildings and infrastructure, following the pioneering work of Susana Torre (1977). On the other hand, scholars have sought to recognize the collective role of women as part of the labor force, often categorized as unskilled workers within contexts of precarity (Jha, 2020; Melsens, 2024 Milheiro, 2025). Based on this dual approach, this session focuses on the construction site as the central stage for expanding women’s role in architecture, metaphorically shifting the drafting board to the place where the project is actual built. The aim of this session is to interrogate the physical and social dimension of architectural construction not merely as a site for project execution, but as an ecosystem where diverse forms of female agency also existed. We are looking for papers that intersect biographical histories of women – ranging from designers, work yard supervisor, craftswoman, and others who possessed technical or vocational training and earned wages (Kleinöder, 2022) – with construction sites. By investigating these professional and labor trajectories within the construction site, this session seeks to question: In what ways did the physical presence of women on-site alter construction dynamics and the material culture of architecture? How did gender shape technical authority across different geographical and chronological contexts, with particular emphasis on the 18th, 19th, 20th century?

    By combining archival material and oral history, this session seeks to expand the historiographical canon by recognizing the construction site as a space of social negotiation where intellectual and manual labor meet, thereby revealing the complexity of women’s participation in the materialization of the built environment.

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  • Concrete Colonialism: Material Power and Non-human Agency in Angola and Mozambique

    Concrete Colonialism: Material Power and Non-human Agency in Angola and Mozambique

    Event: VII CHAM Conference: On the Move
    Authors: Beatriz Serrazina, Francesca Vita
    Date: 15 – 18 April 2026

    Location: Colégio Almada Negreiros, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa


    Mabubas Dam, Upstream and downstream views of the spillway, 1951
    [AHU, OP5602]
    Cabora Bassa, Construction site with cement and aggregate silos in the foreground [ANTT, 010/0027/00027]

    Summary

    This paper explores the role of concrete as a central nonhuman actor in the construction of the Mabubas Dam (Angola, 1948–1956) and the Cahora Bassa Dam (Mozambique, 1969–1974), two of the most ambitious infrastructural projects undertaken during Portuguese colonial rule in Africa. Far from being a passive material, concrete actively shaped the colonial built environment through its circulation, adaptation, and resistance. Drawing on colonial engineering reports and construction site photographs, the paper argues that the mobilities and immobilities of concrete – its extraction, transport, building techniques and structural limitations – impacted colonial ambitions, dictating where and how power could be spatially imposed, by who or what.

    The dams were not just technical achievements, but also symbols of colonial modernity, progress and imperial permanence. Yet their construction depended on the successful movement and response of concrete across challenging landscapes, labour regimes and other non-human agents, like rivers. In both Angola and Mozambique, concrete had to be localised and moulded – to climatic conditions, terrain, and available raw materials – demonstrating its active role in shaping every stage of the building process from conception to construction. These processes reveal how concrete connected colonial building sites through standardised technologies, not just as a medium but also as a co-author of form and temporality, while also producing uneven landscapes of extraction and labour exploitation.

    This paper places material infrastructure at the centre of (trans)colonial negotiations, emphasising the agency of concrete within a shared imperial framework. It discusses how the materiality and limitations of concrete reflected and enacted various dynamics of power, construction skills and design practices throughout the Portuguese empire in Africa. In doing so, it aims to contribute to ongoing discussions on non-human actors in architectural history.

    [Panel 20: Nonhumans Mobilities and Immobilities in the Colonial Built Environment, organized by Alice Santiago Faria].

  • Conexões entre arquitetura, antropologia e artes plásticas: um estudo de caso (Matalana, Moçambique)

    Conexões entre arquitetura, antropologia e artes plásticas: um estudo de caso (Matalana, Moçambique)

    Authors: Lorenzo Macagno (Universidade Federal do Paraná, Brasil; CEsA/ISEG Research, Universidade de Lisboa; University Institute of Lisbon)
    Date: 16 Março 2026

    Location: CVTT-Iscte, Lisboa


    Summary

    The research aims to explore the connections between architecture,
    anthropology, and the visual arts. The work seeks to show how African
    knowledge informed architectural knowledge and practices in late colonial
    Mozambique (between the 1950s and 1970s). At the same time, it aims to
    analyse the contemporary effects of these connections and their impact on southern Mozambique, more specifically in Matalana, in the district of
    Marracuene.

    Acordo ERC-CONFAP, Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA)

    Proc. nº 23075.065655/2025-11

  • Fragmentos de resistência. Uma contranarrativa sobre os aldeamentos estratégicos na Guiné- Bissau (1968-1974)

    Fragmentos de resistência. Uma contranarrativa sobre os aldeamentos estratégicos na Guiné- Bissau (1968-1974)

    Event: Workshop “Ditadura, instituições e quotidianos coloniais”
    Authors: Francesca Vita
    Date: 19 – 20 Março 2026

    Location: Universidade de Cabo Verde, Polo 3, Santa Catarina, Cabo Verde


    Saltinho resettled village, close up, GNB
    Strategic villages instructions, 1971

    Summary

    Esta contribuição pretende estudar atos de resistência ativados por parte da população africana durante o programa de aldeamentos estratégicos implementado na fase final da guerra de libertação na Guiné-Bissau (1968-1974). Este programa, promovido a partir de 1968 pelo governador general António de Spínola, fazia parte de uma ampla estratégia de contrassubversão apta a conquistar o apoio da população, especialmente quem vivia em zonas militarmente estratégicas. Através da concentração, deslocação forçada e construção de novas infraestruturas, os aldeamentos estratégicos foram uma experiência disruptiva no modo de vida das populações rurais que foram sujeitas a uma nova organização socio-espacial e económica.

    Esta contribuição propõe discutir uma questão fundamental, até agora abordada apenas marginalmente pela literatura recente: de que forma estas populações reagiram à prática de serem “aldeadas”? Para resgatar a história dos aldeamentos estratégicos a partir da perspetiva das populações que aí viveram, examinam-se documentos visuais e audiovisuais produzidos por órgãos coloniais que retratam aparentemente “a distância” os aldeamentos concretizados. Através destas imagens e do discurso intrínseco a elas que celebra a ordem e o rigor militar do empreendimento, este artigo volta a olhar de perto os aldeamentos estratégicos, identificando fragmentos de resistência que no dia a dia desafiou (e continua a desafiar) as lógicas coloniais. Estes fragmentos são revelados, por exemplo, na forma como as casas-tipo foram adaptadas aos usos tradicionais subvertendo formas e funcionalidades da casa colonial. A análise fotográfica é acompanhada pela revisão de documentos de caráter militar, como as histórias das companhias que operaram no terreno ou os documentos enviados e recebidos pelo próprio Spínola, destacando uma realidade complexa, heterogénea e feita de negociações com as populações rurais e com a morfologia do país, desde as fases de construção. Esta comunicação propõe uma contranarrativa, feitas de fragmentos de pequenas histórias e locais, que contribui para o estudo dos aldeamentos estratégicos na Guiné-Bissau colocando as populações rurais no cerne da análise.

  • Impérios corporativos: As genealogias transnacionais da arquitectura sócio-recreativa no colonialismo português (1930–1970)

    Impérios corporativos: As genealogias transnacionais da arquitectura sócio-recreativa no colonialismo português (1930–1970)

    Event: Workshop “Ditadura, instituições e quotidianos coloniais”
    Authors: Beatriz Serrazina
    Date: 19 – 20 Março 2026

    Location: Universidade de Cabo Verde, Polo 3, Cabo Verde


    Diamang Main Staff House, Dundo, 1950s [DCV-UC/AD]
    Foyer Social, Kinshasa, Belgian Congo, 1940

    Summary

    As actividades da Diamang na Lunda, no nordeste de Angola, ao longo do século XX, no âmbito do colonialismo português, envolveram não só a extracção de diamantes como também a construção de infraestruturas, habitação e equipamentos colectivos nas mais variadas escalas e programas. Esta apresentação visa a Casa do Pessoal da companhia, criada em 1936 e com sucessivas expansões nas décadas seguintes, explorando as diversas materializações da instituição e respectivos contextos de produção. Organizada como espaço fundamental na ordem social na Diamang, simultaneamente incluindo e separando diferentes grupos sócio-raciais, a Casa do Pessoal revela múltiplas interacções com a população e o seu quotidiano, do planeamento e construção à utilização, adaptação e negociação.

    As dimensões formais e funcionais da arquitectura parecem evidenciar semelhanças que desafiam concepões tipológicas e retóricas das instituições sociais e recreativas que sustentaram ambições políticas de controlo social. Neste sentido, a apresentação propõe uma abordagem cruzada entre a Casa do Pessoal, a Casa do Povo e os Centros Recreativos – instituições planeadas e construídas entre as décadas de 1930 e 1970 em geografias industriais que dialogaram com Diamang, tanto a nível territorial, como do ponto de vista económico e corporativo. A análise sublinha a importância de considerar conexões mais amplas e complexas entre o aparelho do Estado Novo português e a sua dimensão colonial, num campo historiográfico em que as intersecções no eixo metrópole-colónias suscitam ainda importantes questões analíticas, e também com outras geografias próximas, nomeadamente o caso do Congo Belga, desafiando os limites do nacionalismo metodológico. As relações directas com as pretensões sócio-recreativas da FNAT ou as cartilhas laborais belgas, anunciadas pela própria companhia, ou as apropriações formais feitas na Lunda a partir das propostas arquitectónicas para as Casas do Povo em Portugal, no final da década de 1940, indiciam diálogos que complicam genealogias de poder, ordem e contestação.

  • Construction and labour in motion. A methodological approach to film images of colonial infrastructures

    Construction and labour in motion. A methodological approach to film images of colonial infrastructures

    Event: Construction History and Films International Symposium
    Authors: Francesca Vita, Beatriz Serrazina, Ana Vaz Milheiro
    Date: 19 – 20 February 2026

    Location: CIUL, Lisbon, Portugal


    “Construction and Labour in motion” presentation, 2026
    Database structure

    Summary

    This paper focuses on the cataloguing, data processing and visualisation of film images for studying construction and labour history during Portuguese colonial rule in Africa. As part of the European-funded project Architecture, Colonialism and Labour (ArchLabour), which examines the impact of labour on colonial architecture, this paper explores how the ArchLabour team has shaped a methodology of visual information management through the creation of a digital database that places film images at the centre of queries on the construction and labour of major colonial infrastructures, including dams, railways, settlements, ports and airports. What methods can be used to trace the multiple dimensions of construction and labour represented in colonial film images? How do tools of data management can assist research on construction history, establishing new relationships between categories and revealing unnoticed aspects of construction? How can data from the visualisation of films help research on construction history and labour?

    The paper discusses the design of a digital database, built from scratch by the ArchLabour team together with a group of visual programming experts, and explores how visual data management can be applied for studying colonial construction and labour. In this light, it contributes with a practical example of film images analysis and proposes operational ways to unveil invisibilities of construction history, subaltern labour, non-human actors and material agency.